Uma vez (2009) escrevi no blog sobre o test drive nos relacionamentos e hoje resolvi reler o post. Não que eu tenha mudado de ideia, mas fiz uma reflexão acerca dessa temática, e maior que a temática do teste drive é a duvida Casar ou não casar no papel e qual significado isso tem.
Essa reflexão surgiu quando conversava com um querido casal que por caminhos da vida não conseguirão casar formalmente, mas para ficarem juntos, vão morar juntos, pelo menos inicialmente.
Conversando com eles, percebi que morar junto é diferente do test drive; essa diferença se dá pela simples razão de que o Morar Junto é assumir e compartilhar tudo que um relacionamento tem, enquanto que o test drive é o medo que paralisa um casal, mas para seguir em frente, resolvem fazer o test drive para fazer a prova dos 9 e ver se o relacionamento dá ou não certo. Só ontem me caiu a ficha dessa grande diferença de escolhas; e daí surgiu a reflexão de que: Se Morar Junto é compartilhar tudo que um relacionamento tem, para que Casar na formalidade do papel?
A nosso sociedade é bastante critica quando se fala de instituições, qualquer uma delas, mas principalmente de casamento. Há aqueles que acreditam na instituição do casamento, como um ritual de passagem, como uma celebração de um momento de vida, como eu acredito. Há aqueles que creem que morar junto está ótimo, não muda em nada o sentimento, a fé, o famoso investimento na relação. Há ainda aqueles que aceitam os casamentos abertos, com relacionamentos livres (existe de tudo!).
Eu não estou aqui para discutir, julgar e dizer quem está certo ou está errado. Acho que todos estão certos se vão no caminho da escolha do coração, da paz interior e de uma consciência tranquila de que a vida está caminhando no trajeto desejado e a pessoa com quem se quer dividir a vida está ao nosso lado e compartilha da mesma filosofia.
Eu acredito nos rituais de passagem, sejam eles expressos através de uma troca de alianças na frente das pessoas queridas e próximas, de uma benção religiosa ou de uma troca de palavras verdadeiras entre o casal. E hoje mais do que nunca, acredito que o famoso papel é apenas um aditivo nesse ritual de celebração do amor.
